sexta-feira, 16 de novembro de 2007


Este trabalho foi-nos solicitado pela professora Patrícia Faria, no âmbito do mesmo vamos falar da sociedade em rede da revolução da tecnologia da informação e de inclusão da acessibilidade.

Sociedade em Rede

A revolução da tecnologia da informação e a reestruturação do capitalismo introduziram uma nova forma de sociedade: a sociedade em rede.
A existência social e suas segmentações no mundo pós-moderno, dependem de nossa conexão em uma determinada rede. Existem inúmeras redes e estas por sua vez, resultam de uma rede de relações. Sejam estas relações de natureza biológica, social, política, económica, ou tecnológica, as mesmas apresentam algumas características comuns, e o seu estudo faz parte da chamada "ciências em rede". Esta ciência está associada a ideia de ciência pós-moderna, pois o seu objectivo é o estudo das relações e não o aprofundamento de partes isoladas. Um mundo em rede é complexo, por isso gera vidas e relações complexas. Na verdade a máxima que acompanha a noção de rede é: "complexidade gera mais. Os novos sistemas empresariais estão a organizar-se a partir de diferentes formas de rede, e como exemplos marcantes M. Castells cita as empresas do Japão, da China e da Coreia. Assim, os trabalhadores hoje se classificam em "activos na rede", "passivos na rede" e os "desconectados", e o tripé do sistema económico global, depende de como as unidades económicas estão conectadas nas redes da economia pós-moderna e de como elas administram a relação com os fluxos de informação.
A política pós-moderna tem suas estratégias organizadas em rede. De um lado, positivamente, temos a acção em rede dos novos movimentos sociais, políticos e culturais, os quais cada vez mais estão a constituir-se como poder de oposição ao instituído, e possibilitam que as vozes anteriormente caladas, sejam ouvidas e suas concepções compreendidas.
Destaca aqui Sr. Cardoso ao afirmar que "a criatividade, a negociação e a capacidade de mobilização serão os mais importantes instrumentos para conquistar um lugar na sociedade em rede". De outro lado, também com uma estrutura em rede, porém negativamente desterritorializados, temos, "os traficantes de armas, os sonegadores de impostos, os terroristas" (H. Enzensberger), e acha impossível esquecer os traficantes de seres humanos (depois do tráfico de drogas e de armas, o tráfico de pessoas movimenta biliões de dólares por ano, e em aproximadamente 80% dos casos no mundo, envolve mulheres).
Redes interactivas de comunicação estruturam uma nova geografia de conexões e sistemas. Delas resulta o mundo "virtual" e o que hoje chamamos de cibercultura. Por elas correm os fluxos, sendo que a rede de fluxos financeiros é uma das bases do capitalismo global e, interagindo com as outras redes de fluxos fazem das cidades pós-modernas extensas teias de telecomunicações avançadas, ou seja, além de centros da vida política, económica, e socioculturais, tornaram-se verdadeiros sistemas electrónicos.
A predominância das redes no mundo pós-moderno, coloca em xeque categorias e conceitos tradicionais (dentre os quais destaco o de individualismo, e o de relações de poder). Dimensões básicas da vida (como tempo e espaço) são descontraídas, e a integração local-regional-global expressa um mundo globalizado no qual, seguindo M. Castells, "todos os processos se somam num só processo, em tempo real no planeta inteiro".
Penso que estar-em-rede associa-se à existência social, política e económica assim como à riqueza, o não-estar-em-rede associa-se à antigas e novas formas de exclusão, de miséria e de violência.
No mundo em rede, somos forçados a enfrentar o desafio de reconstruir nosso "ser" e "estar-no-mundo", e disse isto lembrando e concordando com Heiddeger que não somos seres finalizados, mas sim um leque de possibilidades inesgotáveis. Afinal, nossa identidade sofre as influências de novos códigos quotidianamente, e a vida como resultado de uma rede de interacções de naturezas diversas, é um fluxo que corre numa velocidade sem precedentes num tempo espaço altamente tecnológico, e "quem seremos no futuro dependerá de nós mesmos" (M. Castells).
Os projectos de Inclusão e Acessibilidade visam promover a inclusão social, nomeadamente assegurando:
A utilização das TIC pelos grupos sociais info-excluídos;
A inclusão social de imigrantes e outros grupos sociais excluídos ou em risco de exclusão;
A acessibilidade de cidadãos com necessidades especiais;
A densificação da rede de centros comunitários de acesso à Internet com apoio aos utilizadores e a sua permanente actualização e qualificação;
A minimização das barreiras digitais criadas na concepção dos conteúdos, dando particular atenção aos conteúdos disponibilizados pela Administração Pública, aproveitando a Internet como instrumento charneira de inclusão e participação na sociedade das Pessoas com Deficiência.

Na realização deste trabalho concluímos que de acordo com o EUROSTAT, a penetração da Internet na população em Portugal, em 2006 era 36%, uma das mais baixas da UE, igual à da Itália e apenas acima de Chipre e da Grécia.
E também vimos que a internet não é uma simples tecnologia de comunicação mas o paciente de muitas áreas da actividade social, económica e politica. Por este motivo reforça a diferença entre os ricos e os pobres existente na maior parte do mundo que na minha opinião acho que devia Promover de forma integrada a investigação, difusão e formação em TIC para cidadãos com necessidades especiais.
Trabalho realizado por:
Malathy
Michael

Sem comentários: